quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Varrendo a cozinha




Atualizando algumas coisas por aqui...

Será que eu volto?


Otto - ao som de The Zutons - "Valerie"

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Luto

Força meus amigos Nicola e Gabriel... O "Veterano" estará sempre olhando por nós, onde quer que esteja.

"Os homens são como ondas: quando uma geração floresce, a outra declina."
(Homero)

Otto - em silêncio

terça-feira, 27 de maio de 2008

Aniversariando





Exatamente um mês atrás, publiquei o último post... Que na real não foi um post, mas "Ah, tudo bem"...

Na real: Ando sem motivação pra postar.
Mas não me preocupo com isso porque já vi isso acontecer com 10 entre 10 autores de blogs que costumo ler...
Sei que daqui a pouco me dá aquele rompante e eu volto a escrever... Ah, se volto!!!

No mais: Mudanças profissionais acontecendo, vida pessoal e coração a mil pelo Brasil...
Tudo indo de vento em popa: Feliz e faceiro... Aproveitando e curtindo... Enfim, "Adolescendo.com.br" :-)

Qualquer hora, quando menos se esperar, eu volto...
Se cuidem,

Otto - ao som de Pública - "Long Plays"

domingo, 27 de abril de 2008

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Às Traças

Minha cozinha virtual está atirada as traças... What a shame!!!
Tentarei postar algo no final de semana, contando um pouco sobre o meu maravilhoso feriado de Tiradentes em Punta Del Diablo, Uruguai...

No mais, tudo tranquilo... Semaninha foi curta e hoje já é sexta... Ah, que barateza!!!

Otto - ao som de B.B. King - "The Thrill is Gone"

terça-feira, 15 de abril de 2008

MInha Mais Nova Aquisição...


Tá aí a querida. Di Giorgio Estudante 18, ainda sem nome de guerra definido – sugestões nos comments, por favor... :-)
Macia de tocar e com uma sonoridade muito boa, firme e encorpada - os graves e médios são excelentes, principalmente se comparado ao Gianini similar.
Comprei no sábado, com o aval e supervisão do meu irmão – Valeu Daniel !

Tá sempre desafinada, coisa normal nos primeiros dias. Encordamento novo tem disso.
A lista de coisas novas pra aprender a tocar e as velhas pra relembrar me faz acreditar que os calos chegarão em breve. E a dor na mão de fazer pestana também.

Momento devaneio do dia: Quem sabe eu não invento uma forma de tocar ela e o cajón ao mesmo tempo – tipo um “Homem Banda” da vida? Não seria uma má idéia...

Otto – ao som de Jorge Drexler – “High and Dry”

PS: Alguns nomes de guerra que me agradam
- Brígida : a elevada, a sublime.
- Serena : a calma, a tranquila.
- Ludmila: a amada do povo.
- Francisca (Chica): a livre.

Uma Pergunta Que Não Quer Calar – Parte 2

Por que as pessoas pegam as coisas que não lhes pertecem?

Rateei e deixei o saquinho dos VT’s (sim, eu ando de ônibus... Ainda não consegui comprar meu carrinho) em cima da minha mesa no trabalho na sexta-feira no final do dia. Só me dei conta disso ontem na tardinha quando precisei pegar um vale e não os encontrei na gaveta.
Apesar disso, eu ainda sigo acreditando nas pessoas. Mas tenho que confessar que coisas como essas me desanimam...

Otto – ao som de Pearl Jam – “Faithfull”

sábado, 12 de abril de 2008

"Enquanto a chaleira chia, o amargo vou cevando..."


No momento faço o que o título do post diz... E não preciso de mais nada!
Um abraço e bom final de semana aos amigos e amigas, de todas as querências!!!

Otto - ao som de Almôndegas - "Amargo"

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Muito trabalho sem diversão, faz de Jack um bobão! *

Essa semana começou puxada aqui no trabalho. Eu tava esperando mesmo, visto que começamos a botar efetivamente a “mão na massa” em um novo projeto. Acho que o último de um ciclo de quase 2 anos, o que faz surgir um pouco do meu saudosismo embutido sobre as coisas e fases da vida... Sim, já disse e repito: Sou um puta saudosista!
Mas não tenho do que reclamar, já que recebi ótimas notícias ontem a respeito de mudanças profissionais que estavam sendo aguardadas já fazia um tempo. E só tenho a dizer que estou bastante empolgado com isso!!! Depende de algumas definições aqui e ali, mas tudo se concretizará em breve, eu espero. Gosto de mudanças e essa vai vir em um momento em que se faz necessario mudar... Point of no Return!
E realmente, não tenho mesmo do que reclamar... Tive um final de semana excelente, com direito a shows, pôr-do-sol, muito mate e Brique, dentre otras cositas más ;-)

Parece coisa de profeta, mas num post passado eu cantei a pedra: “The Times They Are A-Changing”. Nada como um dia depois do outro... :-)
De resto, curtindo muito tudo o que tem acontecido em minha vida. Muito mesmo!!!
E assim, como se sente o amigo Pablo, estou na contagem regressiva para uma viagem que promete muitas alegrias, sensações, emoções e diversão...
Faltam 10 dias!

Era isso... Quando der na telha, escrevo um pouco mais por aqui

Otto – ao som de Stevie Ray Vaughan – “Life By the Drop”

* Tradução livre da passagem “All work and no play makes Jack a dull boy” extraida do filme “O Iluminado”... Uma frase a ser sempre lembrada de um filme muito do caralho, que ando precisando rever.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Vivendo e Aprendendo – Parte 1

Vocês por acaso sabiam que o Uruguai é um exemplo de Estado Unitário? Eu não.
E pra ser sincero até ontem eu nem sabia o que era um Estado Unitário. E agora algumas coisas que eu pensava sobre a nação e o governo dos nossos queridos vizinhos passam a fazer bem mais sentido.
Assunto deveras interessante que merece ser explorado!!!

Obrigado pela informação e pelas aulas que tenho recebido, querida professora. :-)

Otto – ao som de Jorge Ben - “Zumbi”

PS: Aos uruguaios de plantão um recado: Em breve os estarei visitando, com desejo intenso de comer mollejas con chimichurri y otras cositas mas... Aguardem cenas dos próximos capítulos!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Revelations...Or just something to really think about

“A vida é como um passeio num brinquedo de parque de diversões... Quando estamos nele, pensamos que é real, porque esse é o quão poderosa nossa mente é. E ele sobe e desce, vai e volta, tem emoções fortes, felizes, tristes. É brilhante e colorida. Há muito barulho e é divertida por alguns momentos. Alguns já estão nele há algum tempo e começam a questionar: “Isto é real? Ou é apenas uma volta?” E algumas pessoas se lembram, viram-se para nós e dizem:
“Ei, não se preocupe, não tenha medo. Pois isso tudo é só uma volta...”
E nós acabamos com essas pessoas: “Cale a boca! Eu investi muito nesse passeio! Olhem para as minhas rugas! Olhem para a minha conta bancária e minha família... Isto tem que ser real!”
É só uma volta... Mas sempre acabamos com aquelas boas pessoas que tentam dizer isso, já reparou? E nos entregamos aos selvagens... Mas não importa, porque é só uma volta e podemos mudá-la sempre que quisermos.
É apenas uma escolha. Sem esforço, nem emprego, nem profissão, nem poupanças, nem dinheiro. Só uma escolha, entre o medo e o amor”


Bill Hicks, comediante americano.
Parte extraída de “Revelations”, uma performance do comediante gravada por um canal de televisão britânico em 1993.
Tradução livre de um áudio do filme Zeitgeist (http://www.zeitgeistmovie.com/) - Por favor assistam!!!

Otto - ao som de Stone Temple Pilots - "Plush (Acoustic)" e sem medo.

segunda-feira, 31 de março de 2008

The Bucket List

Fui ao cinema ontem assistir esse filme e hoje, pensando sobre o programa, me dei conta de que fazia muito tempo que não ia ao cinema. Gosto muito de assistir filmes, mas nos útimos tempos tenho ido pouco ao cinema. Tenho preferido assistir aos filmes no aconchego do lar no DVD. Ainda assim, nos últimos tempos, tenho assistido poucos filmes em casa também, bem como tenho lido bem menos também...O livro do Coltrane tá na metade e o Ismael no começo, mas não consigo ir mais além nos dois...Sinto falta.
O que me serve de consolo é que tenho baixado e escutado muita música...Ao menos isso!!!

Mas o post não é sobre hábitos saudáveis que eu estou curtindo ou não e sim sobre uma idéia que é o mote do filme que eu citei no título do post. Na mania brasileira de traduzir as palavras e frases erroneamente, The Bucket List ficou sendo “A Lista da Bota”, pelo simples fato de que o termo bucket é usado numa expressão que faz referencia a morte - desculpem, mas não lembro a frase correta -, tipo o nosso “bater as botas”. Por conta disso, a tradução ficou assim...

Mas o post não é sobre as traduções mal feitas e sim sobre o conteúdo da tal lista. Não entrarei em detalhes sobre o filme, mas adianto que a lista contém algumas coisas que os personagens teriam vontade de fazer antes de morrer. Ufa, finalmente consegui chegar ao assunto do post!!!
Pensando nisso e sem muito no fato da morte em si, adianto algumas coisas que eu colocaria nessa lista e gostaria imensamente de fazer antes de “abotoar o paletó” (só pra ser diferente de bater as botas...) :-P .
Lembrando: Não tem ordem de importância nisso tudo...São apenas pensamentos e desejos que gostaria de realizar.

- Assistir a um show do quarteto clássico do Coltrane (ele, McCoy Tyner, Reggie Workman e Elvin Jones): Começo pelo desejo impossível, visto que Coltrane já passou dessa pra uma melhor, mas tinha que coloca-lo nessa lista... Prometo que os demais serão, digamos assim, tangíveis.
- Fazer a travessia
Transiberiana
- Pular de paraquedas (esse tá no filme)
- Aprender a surfar e poder pegar umas ondas no Havaí
- Ter um bar, no melhor estilo Irish Pub, comigo atendendo atrás do balcão.
- Ter um filho/filha e fazer uma tatuagem em homenagem a ele/ela.
- Amar, amar e amar incondicionalmente, sempre!!!
- Dirigir um Porsche Carrera, pisando fundo no acelerador.
- Poder ir num show de jazz no Village Vanguard e no Blue Note em Nova Iorque.
- Montar uma banda com meus irmãos, comigo tocando bateria.
- Fazer o bem sempre e ter a sensação de dever cumprido, no que diz respeito em de alguma forma, ajudar alguém que precisa.
- Pilotar um avião.
- Morar numa casa, onde eu possa ter um pátio com um cachorro companheiro, uma hortinha e uma cama elástica profissional.
- Ter um programa de rádio, onde eu tocasse só que eu tivesse vontade de que os outros conhecessem.
- Ver um disco voador e ter contato com um ET: claro que sobrevivendo e tendo provas pra contar depois.
- Assistir a um All Star Game da NBA naquela fila quase dentro da quadra.
- Assistir um show do Led Zeppelin, ainda que com o filho do
“homi” na batera
- Conhecer a Grécia, o Egito, a Turquia, além da Irlanda, a Escócia e Inglaterra. Ou melhor: conhecer no mínimo uns 30 países. :-)
- Ser rodie de uma grande banda, tipo o Pearl Jam e fazer uma tour mundial de 1 ano com eles.

Espero poder realizar ao menos alguns desses itens... Com certeza morreria muito mais faliz!!!

Otto – ao som de Pearl Jam – “Wishlist”

quinta-feira, 27 de março de 2008

Retomando um bom e velho hábito

Depois de alguns bons anos – de acordo com meus cálculos, uns 5 – sem efetivamente tocar nada no violão, ontem toquei até cansar ...Falta ritmo na mão direita , e claro que algumas canções com acordes mais escabrosos - tipo o Em5-/7. Quem conhece, sabe do que eu to falando – ficaram intocáveis literalmente e não fizeram parte do set list do pocket show pra minha convidada mais que especial... Mas essa aqui, se fez presente de uma forma bastante inusitada e acidental :-)

E hoje cedo, ao chegar ao trabalho, me lembrei novamente que fazia todo esse tempo. Porque quando sentei na frente do micro e fui digitar meu user/password, senti um certo desconforto em três dedos da mão esquerda...O calo que ali existia em outra época, se foi. Paciência, assim que eu pegar ritmo, ele volta. A empolgação de tirar novas canções é forte e creio que veio pra ficar.

Me dei conta que desde que comecei a tocar percussão - Djambé & Cajón, pra ser mais exato - meio que larguei de mão da viola. E por falar em viola, estou muito inclinado a aposentar a velha viola de guerra. Aquela que se falasse, contaria muitas histórias sobre mãos que nela tocaram e músicas reproduzidas. Aquela que merece um lugar de destaque na minha casa, pois é uma verdadeira relíquia e que traz lembranças maravilhosas de outras eras.

Pretendo investir num novo instrumento, tudo levando a crer que será com encordamento de nylon. Mas confesso estar muito tentado a encarnar um Bob Dylan dos Pampas e adquirir uma viola folk. Mas na real, nunca me adaptei a tocar com palheta...

Veremos...Aguardem cenas dos próximos capítulos...

Otto – ao som de The Black Crowes – “She Talks to Angels (Acoustic)”

quarta-feira, 26 de março de 2008

Uma Pergunta Que Não Quer Calar – Parte 1

Porque alguns cobradores de ônibus deixam a unha do dedo mindinho (ou minguinho) num tamanho totalmente desproporcional as unhas dos demais dedos?

Otto - ao som de Queens Of Stone Age - "No One Knows"

segunda-feira, 24 de março de 2008

De volta ao passado, ainda que só por alguns minutos...

O final de semana de Páscoa em Satolep foi muito bom.
Revi pessoas. Revisitei lugares. Senti cheiros que me remeteram ao passado... E foi com essa sensação de “revival” que veio a inspiração pra esse post, enquanto estava sentando numa mesa de bar (tinha que ser...).

Mas esse bar tem um que de especial pra mim e se faz presente em minha vida há muito anos. Falo do Cruz de Malta, tradicional ponto de encontro de figuras raras da cidade. Onde política e futebol se misturam facilmente ao ambiente, fazendo par com o cheiro da lenha da parrilla e com as fornadas (ou melhor, frigideiradas) do característico croquete que é vendido feito água. E foi nesse local, sentando tomando minha Serramalte no final de tarde de sábado, que me detive em detalhes pra tentar entender um pouco do que faz aquele local especial pra mim.

O bar se localiza no centro da cidade, numa esquina de grande circulação. Senta-se, de preferência, numa mesa com janela, pra poder observar o movimento central nas calçadas. E, na vista da mesa onde eu sentei, pude olhar o prédio em frente, que abrigou a ótica de um irmão do meu avô materno. E eu fiz uma visita virtual com as lembranças que surgiram das vezes em que estive ali, na companhia do meu avô, quando vinha visitar a família em épocas de festas, como agora, só que há uns 25 anos atrás pelo menos... Senti a falta dele e lembrei de tudo o que ele me representa e fiz um brinde pra ele e acho que com ele...Vivinho, onde quer que tu estejas, estejas em paz!!!

Enquanto minha mente vagava em lembranças infantis, pude perceber um casal conhecido caminhando pela calçada do prédio... Me dou conta de que era um antigo colega do primeiro grau, juntamente com uma antiga colega da mesma época. Ele levava uma criança no colo. Ela empurrava um carrinho de bebê, provavelmente com um dentro, já que a criança no colo era grande demais pra ser a dona do carrinho (mas que algum dia o deve ter sido). Eles não me viram e não sei se me reconheceriam se vissem. Pude perceber que seus rostos estampavam expressões alegres, de quem anda de bem com a vida... E me peguei pensando que nunca mais os havia visto e que nada sei sobre o que fazem hoje. Mas olhando seus rostos, aposto que estão muito bem e felizes e isso me fez rir mentalmente e admira-los, quase como que os abençoando e torcendo pela continuidade daquilo.

Por fim, quando peço a segunda birra, vejo um senhor adentrar no recinto, pela aparência chuto uns 80 anos. Lembrei-me que seu rosto me era conhecido, mas não sei precisar de onde. Talvez do próprio bar ou até de algumas esquinas mais adiante na mesma rua, na conhecida Esquina do Café “Já Comi” (quem é de lá sabe ao que me refiro...hehehe). Passei a observá-lo e notei que era figura conhecida do local, pela atenção que recebeu dos trabalhadores da parte de trás do balcão. E foi ali mesmo que ficou, sentado num banco. Seu pedido foi prontamente atendido e vi que na sua frente se fez presente um copo de achocolatado e um quéqui (alguém também conhece o Bolo Inglês por esse nome??? Hahahahaha). E me peguei pensando na motivação do senhor de ir até um bar e fazer seu pedido... Devia fazer isso com frequência? Creio que sim, visto que era conhecido no local... Será que ele sempre pede isso quando vai lá? Talvez em outras eras, gozando de melhor saúde, o pedido fosse um suco de cevada como o que eu estava tomando. E a forma que ele comeu e tomou seu “lanche”, mergulhando pedaços do bolo no copo, me fez ter mais certeza do ditado, que as pessoas voltam a ser crianças quando envelhecem... E novamente me peguei rindo, achando aquilo muito pitoresco, e pensando se um dia não quero isso pra mim...

Com tudo isso, embalado pelo último gole de cerva que restava em meu copo, concluí: pode parecer que às vezes as coisas nunca mudam.O que muda realmente somos nós e nossos pensamentos diários, numa grande tentativa de se adaptar constantemente ao que não pode ser mudado: O tempo que passa na vida de cada um que que só volta na forma de lembranças, como as que eu tive ali, naqueles preciosos minutos que retornam agora em minha mente enquanto estive lá no bar... Vida vivida que não volta mais.

Depois deste pequeno, mas precioso “flashback”, nada mais restava a não ser ir pagar a conta e tomar meu rumo, que a noite preta me esperava com muito mais emoções...

Otto – fechando o post ao som de The Verve – “Bittersweet Symphony”

quinta-feira, 20 de março de 2008

Watermelon in Easter Hay

“E aí, já foi no Posto de Saúde carimbar os ovinhos?”

Lembro de escutar isso da ala masculina da minha familia nas épocas de Páscoa, quando era guri...
Nunca entendi direito o motivo de se dizer isso e nunca fui muito afim de perguntar – Confesso: tinha medo de me sentir ridículo por não entender uma coisa que parece óbvia, mas que pra mim sempre foi meio misteriosa.
Das duas uma: Ou é o óbvio (alternativa mais idiota) ou é algum costume antigo que hoje em dia não tem mais graça nenhuma (alternativa igualmente idiota).
Por favor, se alguém souber o real significado dessa piadinha infame, por favor me explica nos comments, combinado? Muito grato serei :)

No mais, feriadinho à vista. Embarco essa noite com destino à terrinha natal, antevendo comilança e trago para os próximos dias, além de ótima companhia... ;-)
Wish me luck!

Se cuidem nas estradas e com os excessos.

Uma Feliz Páscoa pra todos.

Otto – ao som de Cake – “War Pigs”

PS: Tá, eu sei que a foto é velha pra caralho, mas é engraçada e adequada para a ocasião. E tenho dito!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Feliz Dia de São Patrício!!!


Hoje, 17 de Março, é comemorado o Dia de São Patrício, o santo padroeiro da Irlanda.
É costumeiro as pessoas se vestirem de verde e tomarem vários pints de Guiness.
Otto - ao som de The Rolling Stones - "Dead Flowers"
PS: Vou ver se consigo tomar meu pint hoje, no Shamrock. Pena que não vim trabalhar de verde hoje :(
Atualizando: Não tem mais ingresso pra festa no Shamrock... Fudeu!!!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Who Fuckin' Cares? - Parte 1

Página do Terra, agora há pouco:

BBB - Gyselle completa uma semana sem lavar os cabelos

Com essa sensacional notícia, inauguro uma nova categoria no blog: "Who Fuckin' Cares?"



Otto - ao som de Rage Against The Machine - "Calm Like a Bomb"

terça-feira, 11 de março de 2008

Muitis Mé no Comis on In My Kitchenzis!!!


Saudoso Antônio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum, Mumu da Mangueris, Fumê - sensacional!!! - ou Suiço.
Pra mim e para uma caralhada de gente, o Trapalhão mais engraçado. Suas falas - "Cacildis!!!" - e seu jeito malandro de ser me deram muitas alegrias aos domingos, antes do Fantástico. Lembro que assistir ao programa era praticamente obrigatório na minha infância e que -lo fazer piada amenizava um pouco aquela melancolia dominical que todo mundo tem (e que possivelmente será assunto para um post vindouro =D).
O que pouca gente sabe é que ele era integrante do conjunto "Os Originais do Samba" tendo deixado sua marca no meio artístico musical também. Chiclete de Hortelã e Do Lado Direito da Rua Direita são alguns exemplos de sambas interpretados pelo grupo.
Fiquei triste quando ele morreu, há quase 14 anos atrás - Porra, to ficando velho... - e pensei: "O mundo não será mais o mesmo sem essa figuraça!".
Com esse post, inauguro a série: "Pessoas que de alguma forma contribuíram para eu ser o que sou hoje"
E o saudosismo se faz presente no blog...
Otto - ao som de Baiano e Os Novos Caetanos - " Batê Pá Tu"
PS: A frase que da título ao post foi traduzida para o dialeto Mussum através do sensacional "Mussumgrapher"

¿Como te puedo hacer entender?

Será que as pessoas acreditam mesmo que ao dar um moeda ou uma nota pra uma criança que faz malabarismos nos semáforos, elas estão realmente ajudando e fazendo o melhor por ela?

Eu, acho que não.

Aí eu trato de explicar porque: porque não é de dinheiro que ela precisa. Ela precisa de educação, saúde, alimentação e carinho e não é dessa forma, ganhando dinheiro de uma maneira humilhante, que a carência do que ela precisa será suprida.
Mas aí devem me perguntar: “Tá, tu não dá dinheiro?”. Eu respondo que sim, eu não dou dinheiro. “Tá, se eu dou, o problema é meu” já ouvi dizerem, e inclusive já quase me envolvi numa briga num semáforo por falar um pouco mais alto minha opinião sobre isso. Eu digo que sim, o problema é seu e o dinheiro é seu, mas acho que a burrice e estupidez também. Porque na real, eu acho que isso é uma forma de “aliviar” a culpa por não fazer nada de EFETIVO pelos outros, pensando sempre somente em si. Faço uma analogia ao cara que sempre fode os outros, dia após dia, mas que vai na missa todo o domingo e reza, e sai de lá se achando “perdoado” pelo Todo Poderoso. Puta que pariu, quanta hipocrisia...

Para aqueles que pensam um pouco “fora da casinha” e se sentem desconfortáveis ao ver a situação dessa criançada nas ruas, vai o meu conselho: procurem a SUA melhor forma de ajudá-las. E como? Vou dar a dica do que eu faço.
Eu NUNCA dou dinheiro pra ninguém na rua, porque eu acho que isso colabora pra que essas pessoas se acostumem com isso, a ponto de achar que tu tens o DEVER de dar dinheiro pra elas.
Eu dou comida pra essas pessoas. Eu já levei criança comigo até a porta da padaria e comprei um um sanduba e um todinho pra ela, e um litro de leite e uns cacetinhos pra ela levar pra casa. E principalmente, eu aconselhei essa criança. Eu disse que o que ela deveria estar fazendo era estar na escola, e não se humilhando na rua. E essa criança me deu o sorriso mais agradecido que eu podia receber de alguém
Eu já entrei no supermercado e comprei leite e um pacote de bolacha e dei pra um cara que me pediu um trocado. A cara que ele me fez quando entreguei pra ele foi de desprezo. Mas FODA-SE ele. Se não quiser, que bote fora. Mas dinheiro meu ele não ganha. Não entro em detalhes sobre o que essas pessoas normalmente fazem com o dinheiro vivo que damos pra elas. Pra isso, temos imaginação e conhecimento pra tentar descobrir.
Eu sempre procuro me envolver com ações de cidadania na empresa em que trabalho. Seja doando dinheiro para a compra de alimentos, de brinquedos ou roupas. Quando posso, eu doo o meu tempo para ajudar essas pessoas. E digo que
meu bem estar ao fazer isso, me leva a querer sempre fazer mais.

E isso tudo é muito simples, mas depende de atitutes. E aí eu volto pro inicio do post: de ajuda, se doe numa atividade, mas de uma forma mais efetiva e consciente das necessidades das pessoas. Muitas vezes um conselho bem dado, pode valer mais que uma nota de 50 pila.

Pra finalizer, eu lembro: essa é minha humilde opinião sobre possíveis soluções à um problema muito maior do que imaginamos que ele seja. Mas acho que se cada um de nós fizer um pouquinho, a coisa melhora... E com certeza tu te sentirás melhor em saber que realmente estás ajudando de uma maneira mais efetiva.

Otto – tocando o dedo na ferida ao som de Bob Marley – “Them Belly Full”

sexta-feira, 7 de março de 2008

Das coisas boas da vida



Queria ter ido no último show da Ultramen ontem no Opinião... Mas não me agilizei pra comprar ingresso antes, daí fudeu...Paciência. Grande banda, espero que voltem um dia.

Mas pensando bem, a noite me reservou momentos interessantíssimos:


- Um amigo de longa data que visita minha casa pela primeira vez.


- Outro amigo que eu não via há bastante tempo e que fez questão de aparecer.


- Meu sobrinho canino visitando minha casa e se "fazendo de salame" pra ganhar um naco de carne do churrasco.

- Amigos e amigas na minha casa, para um churrasco muito bem feito (modéstia à parte =D )

...

Uma pessoa muito interessante + Uma noite de danças, confissões, olhares e carinhos + "Uma boca que eu sei, não porque me fala lindo E sim, beija bem"+ Dormir somente 2 horas + A certeza de que valeu muito há pena vir trabalhar quase que de virada e que repetiria a dose muito mais vezes... Como diz o reclame do Master Card, "Não tem preço".

Otto - rindo sozinho e escutando Easy Star All Stars - "No Surprises"

quinta-feira, 6 de março de 2008

=D

Hoje me sinto como essa fantástica wiki-definição.

"Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz, tristeza nunca"

Otto - escutando Los Hermanos - "Casa Pré-Fabricada"

PS: Que a tarde passe logo...

segunda-feira, 3 de março de 2008

Full Metal Jacket


Assisti esse filme no final de semana. Já havia visto, alguns bons anos atrás e com certeza pude reparar muitas coisas agora que eu não havia percebido da outra vez. Que baita filme!

Kubrick era foda. As cenas filmadas continuamente - quem lembra do gurizinho andando de tricículo no "O Iluminado" sabe o que eu estou falando - aparecem bem neste filme, juntamente com algumas outras características comuns aos filmes dele.

A história é sobre a Guerra do Vietnã... Sobre os jovens americanos pra lá enviados...Sobre a preparação militar desses jovens... Sobre o "gordinho" - Vincent D'Onofrio bem novo, numa interpretação fantástica - que se esforçava e não conseguia guentar o tranco do treinamento.
Na minha opinião é um retrato muito fiel ao que rolou naqueles idos da guerra. Que deve ter sido muito foda, na real.

Destaque para as "mijadas" do Sargento Hartmann na galera e as músicas cantadas pela tropa enquanto corriam (cortesia do IMDB). Qualquer semelhança com Tropa de Elite talvez não seja mera coincidência, afinal a tortura psicológica faz parte desses treinamentos:

Sergeant Hartman: [chanting] This is my rifle.
Sergeant Hartman: [grabbing their crotches] This is my gun.
Marines: This is for fighting.
Marines: [grabbing their crotches] This is for fun.
Nota: Essa parte o De Falla colocou parecido na música deles : "It's fuckin' borin' to death" =D

[Marching Song] - Muito boa essa...hehehehe
Sergeant Hartman: I don't know but I been told...
Marines: I don't know but I been told...
Sergeant Hartman: Eskimo pussy is mighty cold.
Marines: Eskimo pussy is mighty cold.
Sergeant Hartman: MMM, good...
Marines: MMM, good...
Sergeant Hartman: Tastes good...
Marines: Tastes Good...
Sergeant Hartman: Feels Good.
Marines: Feels good.

Sargent Hartmann:
"Today... is Christmas! There will be a magic show at zero-nine-thirty! Chaplain Charlie will tell you about how the free world will conquer Communism with the aid of God and a few marines! God has a hard-on for marines because we kill everything we see! He plays His games, we play ours! To show our appreciation for so much power, we keep heaven packed with fresh souls! God was here before the Marine Corps! So you can give your heart to Jesus, but your ass belongs to the Corps! Do you ladies understand?"

E a melhor, na minha opinião:

Sergeant Hartman: What's your name fat-body?
Private Gomer Pyle: Sir, Leonard Lawrence, sir.
Sergeant Hartman: Lawrence? Lawrence what of Arabia?
Private Gomer Pyle: Sir, No, sir.
Sergeant Hartman: That name sounds like royalty are you royalty?
Private Gomer Pyle: Sir, No, sir.
Sergeant Hartman: Do you suck dicks?
Private Gomer Pyle: Sir, No, sir.
Sergeant Hartman: Bullshit. I bet you could suck a golfball through a garden hose.
Private Gomer Pyle: Sir, No, sir.
Sergeant Hartman: I don't like the name Lawrence, only faggots and sailors are called Lawrence. From now on you're Gomer Pyle.

Otto - ao som de Rush - "YYZ"

PS: Sempre que vejo esses filmes de guerra, não tem como não lembrar das histórias contadas pelos amigos sobre os treinamentos do Exército =D

sábado, 1 de março de 2008

O Presente

PRESENT TENSE

Do you see the way that tree bends?
Does it inspire?
Leaning out to catch the suns rays
A lesson to be applied
Are you getting something out of this
All encompassing trip?

You can spend your time alone
Redigesting past regrets, oh
Or you can come to terms and realize
You're the only one who can't forgive yourself
Makes much more sense
To live, in the present tense

Have you ideas on how this life ends?
Check your hands and study the lines
Have you ever believed that the road ahead
Ascends off into the light?
Seems that needlessly it's getting harder
To find an approach and a way to live
Are we getting something out of this
All encompassing trip?

You can spend your time alone
Redigesting past regrets
Or you can come to terms and realize
You're the only one who cannot forgive yourself
Make much more sense
To live in the present tense


Queria que tivessem tocado essa no show de Porto Alegre. Pra mim é uma das melhores músicas dos caras, principalmente a parte em negrito da letra. Não tiro da minha cabeça...
No post do Balu sobre o disco solo do Eddie Vedder - que baixei mas ainda não escutei - ele comenta sobre o vinhos que o cara costuma tomar nos shows. No vídeo se nota o que é um antigo hábito do cara. Bom pra nós :)

Otto - escutando David Bowie - "Ziggy Stardust"

PS: Ao menos eles tocaram Baba O' Riley aqui... =D

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Ô Zé Mané, Ô Zé Mané, Ô Zé Mané, Ô!




Lembrei dele hoje quando vinha pro trabalho escutando "A Praieira".
No dia 02 de fevereiro de 1997, Francisco de Assis França terminou abruptamente sua breve carreira, num acidente de trânsito. Uma lástima.Lembro que fiquei triste e chocado com a notícia, no fim do Carnaval daquele ano.

No meio de 96, havia assistido despretensiosamente - como outras pessoas que comentei depois - o show deles, pois conhecia muito pouco o som deles. Lembro muito bem da paulada sonora que eu tomei! Os tambores, a percussão, a presença extremamente eufórica e carismática do Chico no palco me fizeram virar um admirador da banda, depois daquele empolgante show no falecido "Engenho Santa Inácia" em Ciudad Satolep. A foto que ilustra o post fazia parte do cenário do show e ficava atrás da banda.

O cara ainda tinha muito pra mostrar, sua carreira começava a subir feito um foguete. Pena.
Quando acontece esse tipo de coisa com promissores e talentosos artistas, não tiro da cabeça o pensamento: "Putz, que merda... Imagina o que esse cara ainda poderia fazer? Uma cabeça dessas ainda tinha muito que mostrar ao mundo". E não consigo não lembrar da música da Legião Urbana, do disco "O Descobrimento do Brasil", que diz: "É tão estranho. Os bons morrem jovens...". Chico ia completar 31 anos em 13 de março.

Por um tempo, a Nação Zumbi ficou a deriva, sem o timoneiro e comandante daquele barco que propunha uma mistura nunca antes vista...Hip-Hop, Maracatu, Embolada, Rock, Funk. Hoje, a Nação amadureceu e produz um som com muita qualidade e identidade própria, mas sem nunca esquecer da influência do seu mentor.
Com relação ao acidente, parece que a Fiat teve culpa no cartório... Nem toda grana do mundo compensa a tua falta por aqui, Chico. R.I.P.

"Maracatu psicodélico
Capoeira da Pesada
Bumba meu rádio
Berimbau elétrico
Frevo, Samba e Cores
Cores unidas e alegria
Nada de errado em nossa etnia."
Otto - ao som de Chico Science e Nação Zumbi - "Sobremesa"

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Bebendo as Estrelas...

Reza a lenda que o Dom Pérignon disse isso quando tomou os primeiros goles daquele vinho borbulhante : "- Come quickly, I am drinking the stars!"
E o mundo não foi o mesmo depois dela...
Ninguém é o mesmo depois dela...Nem eu - RSRSRSRSRS :p
Ode à CHAMPA, o ESPUMANTE, a CAVA!!!

Otto - ao som de Ben Harper "Glory & Consequence" e na companhia de um Prosecco Courmayeur 2007

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

I Fall in Love Too Easily

I fall in love too easily, I fall in love too fast
I fall in love too terribly hard for love to ever last
My heart should be well-schooled 'cause I've been fooled in the past
And still I fall in love too easily, I fall in love too fast
My heart should be well-schooled 'cause I've been fooled in the past
And still I fall in love too easily, I fall in love too fast”

27/02/2008, 8:06 AM, T1-Direta, Parada do Shopping Praia de Belas.

Meu estado semi-vegetativo matinal é interrompido quando ela adrentra o coletivo.
Ela passa a roleta e caminha em direção ao banco onde estou sentado, mas escolhe sentar no banco da frente do meu.
Durante seu caminhar no corredor, pude perceber seu rosto: olhos de um redondo intenso parecendo bolas de gude. Um boca belamente torneada, com um leve sorriso matinal estampado, talvez motivado pelo som que vinha do seu tocador de música portátil . Seus lindos e bem cuidados cabelos morenos, iam além de seus ombros e serviam de complemento para aquele rosto, digamos assim, ordinário. Ordinário porque não havia nada nela que chamasse tanto a atenção, como um óculos escuro de tamanho avantajado, uma maquiagem mais carregada, um colar ou brinco proeminente, um penteado diferente. Nada havia, a não ser seu rosto comum e sua beleza natural.

Quando ela sentou, pude sentir seu perfume por alguns segundos. Um cheiro confortante, que me passou uma sensação de paz, serenidade, de alívio. Assim como seu rosto, o perfume não tinha traços marcantes, não era nem muito doce, nem muito cítrico. Acho que era um misto entre seu próprio cheiro e uma fragrância pouco agressiva, que combinavam perfeitamente com ela e com a manhã ensolarada.

No trajeto, me pus a observar pelas costas, aquela simples e bela mulher. Um certo transe, tanto que o tempo passou muito rápido e eu quando notei, já chegava ao meu destino.

Ela, assim que se acomodou no assento, arrumou o cabelo. Uma arrumada delicada, sutil, que para mim parecia em câmera lenta. Ela pegou as duas mãos e juntou o cabelo e enrolou-o, no mesmo gesto que as mulheres quando vão prendê-lo com um elástico. Mas ao invés de prendê-lo, ela simplesmente colocou-o sutilmente para frente, junto ao seu ombro esquerdo.

E então pude prestar a atenção na sua nuca e na etiqueta da sua blusa que estava pra fora da roupa. Conseguia ler o que dizia na etiqueta e um impulso, controlável é claro, quase me fez coloca-la para dentro.

Depois de fitar sua nuca, prestei atenção nos seus dedos. Unhas bem feitas, de uma cor clara um tanto discreta. Dedos não muito finos, mas não grosseiros, sem nenhum anel. Mãos femininas ordinárias e lindas, assim como ela toda se apresentava pra mim. Percebi isso porque com seus dedos, ela alisava o cabelo, bem na ponta. E com a ponta dos dedos, ela começava a enrolá-los. Parava, soltava tudo e recomeçava. Parava, segurava um pouco acima da ponta com o dedo médio e o polegar e com o indicador, acariciava a ponta formada. Soltava, começava a enrolá-los e soltava... E o tempo seguiu sem que eu conseguisse parar de prestar atenção nela, com o vento entrando pela janela um pouco mais na frente e me fazendo sentir seu cheiro. Um transe, em eu ria sozinho em silêncio, encantado com aquela beleza ordinária.

Ao chegar quase ao meu destino, percebo que ela também irá descer na mesma parada. Ela se levanta, vira e se encaminha pra porta e eu novamente pude olhar seu rosto. Um lindo rosto ordinário, como vários que passam em nosso dia-a-dia.
Descemos, ela caminha em direção a entrada da Universidade. Eu sigo atrás.
Ela se encaminha para o prédio da Reitoria, enquanto eu sigo meu caminha para o meu prédio.

Algo me diz que eu nunca mais irei encontra-lá. Que aquele momento foi e a lembrança ficou, seja na forma de imagens ou cheiros. Era pra ser assim, sem nomes, sem informações, tão somente sensações.
E que me apaixonei muito rápido, quase na mesma proporção de que me dei conta de que o tudo havia terminado no momento em que ela levantou do assento e que era hora de seguir adiante, no meu caminho. Tal como faço todos os dias pela manhã.
Mas hoje especialmente, segui com a lembrança dos detalhes de uma linda mulher ordinária, mas muito especial e única na sua essência, como todas as mulheres desse mundo.

Otto – escutando Los Hermanos “Sentimental”

PS: Sei que hoje não é 8 de março, mas fica aqui antecipadamente minha homenagem a existência das mulheres, embora eu pense que dia da mulher é todo o dia...
PS 2: A música que da ínicio ao post é um “standard” do jazz, interpretado por diversos cantores, mas que na minha opinião é mais linda na voz do Sinatra...E que reflete um pouco a minha essência.
PS 3: Mas a verdade é que eu torço imensamente pra que isso aconteça de novo... Ou melhor, aconteça sempre! Meus dias são muito melhores assim =D

domingo, 24 de fevereiro de 2008

The Times They Are A-Changin

Internet em casa = Posts com mais frequência.
O tempo é de mudança e isso acabará refletindo por aqui, com certeza.
Algumas histórias pra contar, muito em breve.

Boa semana,

Otto - escutando Pearl Jam - "Low Light"

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Como me sinto as vezes


Cortesia do meu amigo Goliaaaaaasssssss

Otto - escutando Temple of The Dog - "Hunger Strike"
PS: Click na tira para ver em tamanho maior

Meu parceiro Agenor

O sonho dessa noite foi com esse cara, o Agenor de Miranda Araújo Neto, popularmente conhecido como Cazuza.
Totalmente anos 80, com direito as moçoilas com grandes cabeleiras armadas e calças tipo bag na altura do umbigo.

Estava em um bar, que eu acredito que seja no Rio de Janeiro. Tinha o visual do bar onde o João Estrela, do filme “Meu nome não é Johnny”, fazia os “tiricoteco” dele com a rapaziada e também do bar que aparece no filme do próprio Cazuza. Rostos e roupas totalmente anos 80 entre os presentes.
Numa mesa eu tava sentando, sozinho, tomando meu enésimo chopp e escrevendo umas coisas num guardanapo de papel.
Adentra no recinto o Cazuza, junto com a Bebel Gilberto, o Dé do Barão Vermelho e mais umas pintas que eu acho que não conheço.
Não tem mesa pra eles sentarem e o Cazuza chega pra mim e pergunta se eles podem sentar comigo.
Respondo que sim e ganho de brinde um chopp por conta dele.
Ele me pergunta o que estou escrevendo e digo que são coisas da minha cabeça, poesia, enfim...
“Deixa eu ver” diz ele.
Eu mostro as frases aí de baixo:

Olha pra mim, me dê a mão
Depois um beijo
Em homenagem a toda
Distância e desejo
Mora em mim
Que eu deixo as portas sempre abertas
Onde ninguém vai te atirar
As mãos vazias nem pedras

Eu acredito nas besteiras
Que eu leio no jornal
Eu acredito no meu lado
Português, sentimental
Eu acredito em paixão e moinhos lindos
Mas a minha vida sempre brinca comigo
De porre em porre, vai me desmentindo

Ele começa a rir enquanto as lê... Seus olhos brilham, ele fica eufórico.
Me olha no rosto e diz: “Cara, isso é o que tá faltando pra eu encaixar numa música que eu estou escrevendo! “Medieval II” é o nome dela. Posso usar? Te dou crédito na letra e direitos autorais, etc...”.
Eu respondo: “Porra, Cazuza! Que do caralho isso, cara!!! É claro que eu deixo!!!”
Cazuza se levanta adrenalizado, e me apresenta pro bar inteiro como um grande poeta da nova geração. Recebo aplausos e assovios demorados da galera.
Meu parceiro Agenor, quando os aplausos cessam, ordena uma rodada de chopp por conta dele pro bar inteiro em minha homenagem.
Na hora que dou o primeiro gole no meu, acordei.

Tinha escutado essa música no walkman ontem e fiquei com essa parte na cabeça... Nada é por acaso.
Mas vai ter imaginação fértil pra uma história assim lá na casa do caralho.

Otto – ao som do parceiro Agenor – “Blues da Piedade”

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Hey foxymophandlemama, that's me

- Gosto de comer sopa de ervilha no inverno.
- Gosto de gostar dos outros.
- Gosto dos dias ensolarados.
- Gosto de cachorros, ainda mais dos vira-latas.
- Gosto de quem gosta de mim.
- Gosto de tomar uma cerveja antes do almoço, só pra ficar pensando melhor.
- Gosto de ler e ver o que me interessa.
- Gosto de fogueira, de barraca, de viola e cantoria.
- Gosto de sorrisos femininos.
- Gosto de ir ao cinema, sozinho ou acompanhado.
- Gosto do Jazz, do Rock, do Blues, do Popular.
- Gosto de caminhar sem destino.
- Gosto do olhar, da conquista, do desejo, do sexo.
- Gosto de cozinhar pra mim e para os outros.
- Gosto da minha vida e de tudo que vivi.
- Gosto dos 50’s, 60’s and 70’s
- Gosto de observar as pessoas e seus comportamentos.
- Gosto da verdade, doendo ou não.
- Gosto de tocar cajón, djambé e afins.
- Gosto de ser objetivo.
- Gosto de ser “cantado” pelas mulheres.
- Gosto de falar outras línguas.
- Gosto das crianças, seus mundos, brincadeiras, risos e mentes brilhantes.
- Gosto da vida e das coisas simples.
- Gosto do Uruguai e suas contribuições gastronômicas.
- Gosto de ouvir as pessoas.
- Gosto de pensar que um dia ainda verei um disco voador.


- Não gosto de dobradinha e lingua com ervilha.
- Não gosto da falsidade.
- Não gosto de desperdícios.
- Não gosto quando não sou compreendido.
- Não gosto de acordar de ressaca de whisky (de cerveja ainda vai).
- Não gosto de aniz.
- Não gosto da prepotência.
- Não gosto de chá na erva ou agua do chimarrão.
- Não gosto de ficar em fila pra entrar em bar/festa.
- Não gosto de falar pra quem eu sei que não quer/gosta de ouvir.
- Não gosto dos sistemas, seus governos e governantes.
- Não gosto de gente mal educada.
- Não gosto de não ter controle sobre as situações em que me envolvo.
- Não gosto de chocolate Prestígio.
- Não gosto de quem acha que tem sempre a razão em tudo.
- Nào gosto de ver gente revirando lixo feito bicho.
- Não gosto de cavalos.
- Não gosto de mastigar cravo.
- Não gosto de musicais da Brodway.
- Nào gosto de ser gente grande as vezes.
- Não gosto de armas.
- Não gosto de falar além do necessário.
- Não gosto de não poder ficar sozinho quando eu quero.
- Não gosto da Ivete Sangalo, Claudinha Leite e similares.
- Não gosto de falar mal dos outros, nem que falem de mim.

Otto – escutando Frank Zappa – “Watermelon in Easter Hay”

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece...

"I can feel your body
When I`m lying in bed
There's too much confusion
Going around through my head

And it makes me so angry
To know that the flame still burns
Why can't I get over?
When will I ever learn?

Old love, leave me alone
Old love, go on home

I can see your face
But I know that it's not real
It's just an illusion
Caused by how I used to feel

And it makes me so angry
To know that the flame will always burn
I'll never get over
I know now that I'll never learn

Old love, leave me alone
Old love, go on home"

OLD LOVE – Eric Clapton

Essa música traduz um pouco do que rolou no meu final de semana. E eu ainda escutei ela semana passada, god dammed.
Paciência, Otto, paciência...
The flame doens't burn as it was used to and will extinguished soon... Sooner that you expect.

Otto - ao som de Audioslave - "Like a Stone"

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

O Garoto Enxaqueca





Sou eu hoje. Acordei, fui pro banho e quando tava me vestindo, me deu uma enxaqueca do caralho...Muito foda.
Só Neosaldina, o meu quarto escuro e um cochilo resolvem.

To bem melhor agora... Ainda mais que hoje é sexta =D
Otto - escutando The Rolling Stones - "Sister Morphine"

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Saudade desse amigão...


Calvin - a.k.a Calvico, Calvinho ou Cavalo de Fogo.
Otto - ao som de Billie Holliday - "Gee, Baby, Ain't I Good To You?"

"O Segredo" é lixo. "Zeitgeist" é a salvação!

Assisti ao filme "Zeitgeist". E fiquei bastante impressionado com o que ele apresenta.
Eu já não acreditava na grande maioria das coisas que a "mídia" nos mostra com relação a religião, 11 de Setembro, monopólios, etc... Agora, não acredito em nada. Tudo é bullshit, como dizem os gringos...

O filme tem muito embasamento histórico, de pesquisa... Mas é claro que isso não dispensa uma pesquisa maior da parte de quem realmente for interessado em saber a verdade. Inclusive isso é dito pelo pesquisador no site do filme.

O Douglas, meu colega que me apresentou a película me perguntou depois que eu assisti, durante uma pausa para um café: "O que é real, cara? O que realmente aconteceu por trás de todos os fatos históricos que tu conhece até hoje? Será que eles aconteceram da forma que conhecemos mesmo?" Tenho a mesma dúvida.

Altamente recomendado. Disponível - e recomendado, como diz no final do filme: Non-Profit Duplication /Distribution of this film is encouraged - para download em: http://www.zeitgeistmovie.com/

Confesso que a pulga realmente está atrás da orelha... Parafraseando o pessoal do Arquivo X e dando um final "de suspense" ao post: "A Verdade está lá fora..." =D

Otto - ao som de Soundgarden - "Feel on Black Days"

PS: Segunda a Wikipedia, Zeitgeist é um termo alemão, que se traduz como espírito do tempo, também podendo se utilizar do termo em português para denominá-lo. O Zeitgeist significa, em suma, o nível de avanço intelectual e cultural do mundo, em uma época. A pronúncia alemã da palavra é tzaitgaist, de acordo com o Dicionário Escolar Michaelis de Alemão.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Ontem

Cheguei em casa e fui devolver um filme na locadora. Um ótimo filme, diga-se de passagem. “Waking Life” é um filme bastante filosófico e um tanto complicado de se assistir, na minha opinião. Digo por que os diálogos existenciais entre os personagens são o mote do filme, apesar da animação ser do caralho também. Então se tu não tá muito afim de pensar e matutar sobre as divagações dos personagens, procura algum outro tipo de filme, porque senão tu vai dormir. Digo por experiência própria, já que no domingo de noite, depois do Tommy, não consegui me manter acordado (admito, não foi só por causa do filme =D ) e acabei assistindo na segunda.
Não vou detalhar nada mais sobre o filme. Fica a dica pra alguém que queira assistir um filme mais, digamos assim, “viajandão, mas cabeça”.

Quando voltei, depois do banho, resolvi arrumar a zona que estavam meus cds, desde que os trouxe da minha antiga casa. Como todo bom cara das exatas, mais especificamente as computacionais, gosto de deixar as coisas bem organizadas de forma que me poupe tempo na hora de procurá-las. T.O.C. ? Hum, acho que não, afinal de contas faz quase 2 meses que eu trouxe meus discos pra casa e ainda não os tinha arrumado. Faz sentido, eu acho...
Pra começar, tirei todos de dentro da estante e os coloquei no chão da sala. Escolhi um pra botar pra tocar, porque claro, tem que ter trilha sonora. Meu desejo inicial era escutar um jazz (o que iria mudar ao longo da noite ) e o “Mingus Ah Um”, do Charles Mingus me pareceu uma ótima pedida, ainda mais que fazia tempo que eu não escutava esse disco. E que disco, meu amigo... “Goodbye Porky Pie Hat” é minha preferida ( a versão do Jeff Beck para esse som é matadora!).
Jazz para um lado, Blues pra outro. Rock Nacional pra um lado, Internacional pra outro... E assim fui. E ao fazer isso, comecei a enxergar todos aqueles discos (nas minhas contas, acho que uns 400 cds originais – Sim, eu tenho muito cd original... Assunto pra outro post) e passei a lembrar momentos da minha vida em que compreio-os, que escutei bastante (outros, nem tanto). Lembrei de pessoas, de situações vividas, de momentos passados...

O passado é engraçado, né? Porque faz tu lembrar de muitas coisas, sendo elas boas ou ruins. E esse lembrar envolve todos os sentidos: a visão, o olfato, o paladar, o tato... Coisas que vivi há bastante tempo. Outras, nem tanto. Coisas simples, como o cheiro de uma comida da minha Vó... Outras complicadas, como a lembrança de alguém que já não é mais presença física entre nós. Um show assistido, um lugar visitado, uma tatuagem feita, um amor do passado...
Em comum entre tudo, a certeza de que já passou e não volta mais. E que por isso é passado... Marcado, escrito, gravado, seja na mente ou no corpo. E que será assim sempre e não há nada que possamos fazer pra mudar isso. Só nos resta aceitar e conviver bem com isso.

Acabei me perdendo na hora, em meio a risos e algumas lágrimas (sou saudosista, lembram?) que essa viagem ao passado me proporcionou. Só despertava do “transe” quando acabava o disco que eu tava escutando (depois do Mingus, rolou “Live” do Gênesis, “RUSH – Trilha Sonora Original do Filme”, do Eric Clapton e “Maravilhas Contemporâneas” do Luiz Melodia).
Me dei conta também que tem muita coisa alí que faz muito tempo que eu não escuto, por isso separei vários pra trazer hoje pro trabalho, coisa que esqueci de fazer na hora de sair de casa...Sem problema, amanhã eu os trago.

No final das contas, foi bom pra caralho e eu fui dormir bem satisfeito com os resultados: na minha estante e , principalmente, na minha mente. Tive uma ótima noite de sono e acordei hoje cedo motivado pra encarar o dia com tranquilidade e serenidade, de bem com a vida e prinicipalmente, com o passado, como há algum tempo eu não vinha conseguindo fazer...

O post foi comprido, eu sei...Mas não teria como não ser. Espero que alguém leia até o final e que goste =D

Saludos,
Otto

Fechando o post ao som de Caetano Veloso - “Jokerman”

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

"And Tommy doesn't know what day is" *


Assisti esse filme novamente no domingo, depois de chegar em casa na tardinha "pós churrasco de domingo com muitas Brahmas na cabeça".
Ria sozinho das mais que convincentes atuações de gente conhecida, como Tina Turner, Eric Clapton, Jack Nicholson, Elton John. Imagina a loucura que esse povo não tava quando gravou esse filme? Quem já viu o filme sabe do que eu estou me referindo...
Puta história, Puta filme... Fazia um tempo que eu tinha assistido pela última vez, numa madrugada na Band. Tô com o DVD lá em casa, peguei emprestado do meu irmão.

Por essas e por outras bandas e obras, que eu curto muito o rock dos anos 60-70.

E o riff inicial de "Pinball Wizard" não sai da minha cabeça hoje...

Otto - escutando Yes - "Roundabout" e louco pra se mandar pra casa.

* trecho de uma música da filme, "Christmas"

Meus colegas e seus mundos - Parte 1

Hoje cedo ao chegar no trabalho, como de costume ainda meio sonolento, sou recebido com a pérola aí de baixo:

"Tche, hoje o mate tem um chazinho, porque to meio mal do estômago. Ontem a noite jantei um fricassê muito tarde, as 22 hs, que não me caiu muito bem... Acho que tô ficando velho"

Eu escuto, tento digerir e penso: "Hum...errr...Perae, será que eu escutei isso mesmo?".
Um minuto depois formulo contrapontos para a frase:
1 - "Imagina o que acontece se o cara tomar um fardinho de cerva?"
2 - "Imagina se o cara comer um churrasco de ovelha?"
2 - "Perae... Porque eu tenho que escutar isso?"

Provejo um dia longo e cheio de aventuras. "E Que Deus nos ajude pra caramba".

Crédito da frase ao colega TJ McGhee.

Otto - ao som de Eric Clapton - "Old Love"

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Um Blues pra uma Segunda-Feira chuvosa

Working from seven to eleven every night,
It really makes life a drag, I don't think that's right.
I've really, been the best, the best of fools, I did what I could.
'Cause I love you, baby, how I love you, darling, how I love you, baby,
How I love you, girl, little girl.
But baby, since I've been loving you, yeah
I'm about to lose my worried mind,
Oh, yeah.

Everybody trying to tell me that you didn't mean me no good.
I've been trying, lord, let me tell you, let me tell you I really did the best I could.
I've been working from seven to eleven every night,
I said it kinda makes my life a drag, drag, drag, drag
Lord, that ain't right...
Since I've been loving you,
I'm about to lose my worried mind.

Said I've been crying, my tears they fell like rain,
Don't you hear, don't you hear them falling,
Don't you hear, don't you hear them falling.

Do you remember mama, when I knocked upon your door?
I said you had the nerve to tell me you didn't want me no more, yeah
I open my front door, hear my back door slam,
You must have one of them new fangled back door man.

I've been working from seven, seven, seven, to eleven every night, it kinda makes my life a drag...drag...drag...
Baby, since I've been loving you,
I'm about to lose, I'm about lose to my worried mind.

Otto

PS: Ganha um prêmio quem escrever nos comentários o nome e de quem é a música...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Sonhos loucos...Loucos sonhos

Sonho é uma coisa muito louca.
Isso não é nenhuma novidade, eu sei. Boa parte das pessoas que eu conheço concordam... Mas mesmo assim não deixa de ser louco. E sonhos como o que eu tive hoje, tenho seguido.

Essa noite (ou melhor, manhã) pouco antes de acordar, tava sonhando com um monte de gente que eu não vejo há tempos (colegas da faculdade, colegas de um trabalho anterior, parentes) em um lugar muito inusitado (quarto da antiga casa dos meus avós). O mais louco é que eu não sei porque estavam todos lá, ninguém queria me contar. Mais louco ainda é que quando eu saí desse quarto, entrei na sala da casa de praia em que estive nas férias. E daqui a pouco, saindo da casa de praia em direção a rua, me dou conta que não estou na praia e sim numa fazenda, no campo... E daqui a pouco, quando um cachorro (que eu aparentemente não lembro de ter visto nunca) vem correndo em minha direção, eu acordo com o despertador do celular.

Momento Devaneio do Dia - Alguém ainda usa um despertador pra se acordar? Não vale celular, nem rádio relógio... Digo um despertador de corda... Será que rende um post? Um dia, quem sabe...

Esses dois exemplos (das pessoas que não tem nada a ver umas com as outras e de lugares que não tem nada a ver) por si só já ilustram o que eu quero dizer com "sonho louco". Essas construções e associações que nosso cérebro faz e que aparentemente não tem nenhum sentido me intrigam e me fazem curtir essa "loucura dos sonhos". Queria saber (se é que existe como) como isso se processa ( claro, como todo profissional da área de exatas pensa, tem que haver uma explicação pra isso...).

Outra coisa que eu acho curiosa é o fato de a gente ir se esquecendo pouco há pouco das coisas que sonhamos. No meu caso, eu lembro que assim que acordei, lembrava de muitos outros detalhes a respeito da cena (diálogos, por exemplo) que eu sonhava. A medida que o tempo vai passando, nossa mente começa a "deletar" algumas partes... Tive um professor na faculdade, o Brettas, que dizia que ele tinha um caderninho na mesa de cabeceira, onde ele ao acordar, escrevia o que ele estava sonhando, fazendo um tipo de "arquivo de sonhos". Já pensei em fazer isso, mas nunca o fiz... Quem sabe motivado por este meu "sonho louco" eu não começo?

Um beijo as leitoras desse blog =D
Tenham todas um ótimo final de semana!!!

Otto - escutando Miles Davis - "Filles de Kilimanjaro" (Uma trilha bastante adequada pra um "sonho louco")

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Come On In My Kitchen Recomenda:

Meu Nome Não é Johnny” – Brasil, 2008 – Direção: Mauro Lima. Elenco: Selton Mello, Cléo Pires, Júlia Lemmertz e Cássia Kiss.

Gostei bastante do filme. Um pouco tenso, devo admitir... A medida que a loucura aumentava, eu me perguntava: Onde essa porra toda vai acabar?

Assisti ao trailer de “Onde os Fracos Não Têm Vez” (novo filme dos irmãos Coen) e fiquei muito afim de ver... Será o próximo. =D

Otto – escutando The Band – “The Weight”

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Quarta-Feira de Cinzas, 12:15 PM

"Uoooouuuu, Uoooouuuu, Uoooouuuu, você foi demaaaaiiiiis..."

Sweet Child O'Mine, do Guns 'N Roses, em versão FORRÓ.
Ouvi um trecho no "Talk Radio" da Kátia Suman, na Rádio Ipanema.

Morri. Não espero mais nada desse Mundo Cão.

Otto - escutando Os Mutantes - "Dune Buggy"

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Mestre


SIM
Composição: Cartola e Oswaldo Martins - Gravadora Marcus Pereira - 1974.

Sim,
Deve haver o perdão
Para mim
Senão nem sei qual será
O meu fim
Para ter uma companheira
Até promessas fiz
Consegui um grande amor
Mas eu não fui feliz
E com raiva para os céus
Os braços levantei
Blasfemei
Hoje todos são contra mim
Todos erram neste mundo
Não há exceção
Quando voltam a realidade
Conseguem perdão
Porque é que eu Senhor
Que errei pela vez primeira
Passo tantos dissabores
E luto contra a humanidade inteira
Samba maioral baixou em mim hoje... Será que seguirá até a quarta de cinzas?
Otto - ouvindo "Mestre" Cartola - "Disfarça e Chora"

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

"Hello stranger" *

O que é o olhar da Natalie Portman na cena inicial do "Closer"? Hein? Hein?

PUTA QUE PARIU!!!

Ah, como eu queria levar uma "secada" daquelas!!! Sem falar que ela é linda, muito linda...

O olhar, pra mim, é a faísca inicial do desejo. O olhar conquista, o olhar fala, o olhar demostra, o olhar expõe...
O jogo de sedução que se inicia quando tu olhas alguém e esse alguém te olha, demostrando que foste correspondido... Esses segundos iniciais são maravilhosos!!! Sei que é meio indescritível e que cada um sente de alguma forma, mas aquele arrepio, o batimento cardíaco acelerando, o sorriso vindo à boca com muita satisfação... Isso todo mundo sente...Duvido que não!!!
E o que virá depois? Bom, depois disso, o resto está encaminhado... É só seguir, sem medo. Vai por mim.
Por isso mulheres, faço um pedido: OLHEM, ENCAREM, SEQUEM !!! E curtam o que virá.

Otto - ouvindo Keith Jarett - "I Loves You Porgy"

* Frase proferida pela citada atriz, na citada cena.

Momento Devaneio: Eu sempre imagino essa cena acontencendo comigo, toda vez que saio pra caminhar pelo Centro... =D
Quem sabe um dia?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

"Chove na tarde fria de Porto Alegre , Trago sozinho o verde do chimarrão..." *

Ah, saudade das tardes de chuva da época em que eu era um mero estudante e só tinha que me preocupar em passar nas provas. Ficar em casa comendo porcaria (leia-se bolacha recheada, pipoca, chocolate, refrigerante, etc...) e vendo algum filme na Sessão da Tarde ( Curtindo a Vida Adoidado era o preferido, disparado) sem nada pra se preocupar era muito bom...Saudosismo é meu nome do meio!!!
Ultimamente não gosto de "rainy days", muito por conta das complicações urbanas que um dia chuvoso traz pra vida dos "trabalhadores do Brasil" - calçados, meias e roupas molhadas, ônibus lotado, trânsito complicado, certeza de que o almoço será pizza ou pizza, etc... -
Mas o lado melancólico e poético que só um dia chuvoso pode nos proporcionar até que faz bem, mas em doses homeopáticas, quando se pode ficar admirando o espetáculo e divagando, sem ter nada pra fazer...
Com uma ótima companhia, um café (ou chimarrão) e nada pra se preocupar, aí vira ouro =D

Em homenagem a chuva que cai lá fora (e a Faby, que adora Chris Cornell...hehehe), fica um trecho de Sunshower...

"Crawl like ivy up my spine
Through my nerves and into my eyes
Cuts like anguish or recollections of better days gone by
But it's alright
When you're all in pain and you feel the rain come down
Oh, it's alright
When you find your way then you see it disappear
It's alright..."

Até amanhã, na esperança de que o sol volte a brilhar (acho brabo)
Otto - Escutando The Cure - "Love Song"

* Parte da estrofe inicial de "Ramilonga", do Vitor Ramil

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Momento "Conversas Furtadas"

Ontem na festa do Ocidente, não teve como não lembrar das pérolas do Conversas Furtadas quando eu escutei isso ao buscar uma cerveja no balcão do bar:

Duas mulher, bebendo cerveja:
Mulher 1- Eu acho que a mãe dele é que é super protetora.
Mulher 2- Ele é um grande filho da puta, isso sim.

No mais a festa tava muito boa...Ao menos pra mim.
Minha amiga Gianna parece que não gostou muito, o que pude perceber pelo comentário : "Parece que estourou um cano e tá vazando mulher"... Hahahahahaha

E a semana se acabou... Planos do finde? Muitos, nenhum específico... Pedalar, ler, cozinhar, filme, música, trago, mulher, festa (não necessariamente nesta ordem)
Apenas a expectativa que o dia passe rápido...

Otto - escutando Beck - "Loser"

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Uma grande verdade...

Baita música... Mensagem mais verdadeira impossível.

And when you feel life ain't worth living
You've got to stand up, and take a look around, look up way to the sky
And when your deepest thoughts are broken
Keep on dreamin' boy, 'cause when you stop dreamin it's time to die

Change, do Blind Melon


See ya,
Otto - ao som de Chris Cornell - "Sunshower"

É hoje o diaaaaa, da alegriaaaaa!!!

Pra quem curte música de qualidade, recomendo fortemente o show de hoje logo mais à noite no Bar Ocidente: Tonho Crocco e Brazilian Sound Machine.
Samba rock e Soul, tocado por uma verdadeira big band: guitarra, teclado, baixo, bateria, dois percussionistas e um trio de metais ( sax alto, tenor e trombone).

Certo que estarei por lá, tal qual semana passada...

Um bom dia pra todos!

Otto, ao som de Elisete Cardoso - "Eu Bebo Sim"

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Minha mãe mandou eu escolher este daaaaaaqui !!!

"Entre dois possíveis parceiros, não escolha o que tem mais a lhe proporcionar, e sim aquele que mais pode se beneficiar com o que você tem a oferecer."

Frase colhida no blog do Gustavo Gitti.
Recomendo.

Otto - Escutando Chico Buarque - "Samba do Grande Amor" e louco pra tomar aquela gelada.

A Praia da Pinheira

“Só na Pinheira você pode se deitar
Com os gigantes para ver o mar
E contemplar histórias de um pescador
E sobre as pedras descobrir um novo amor

Canoas que vão para o mar
E enchem nossa praia de sereias
Só quem conhece tua constelação
Vai saborear o vento movendo areia

Praia de Cima que te conheci
Praia de Baixo que me encantou
Foi lá no Sonho que te traduzi
E lá no Maço que se revelou

Pra que preciso me declarar
Se o Papagaio vai repetir
Que neste mundo outro lugar não há
Pra confessar o meu amor por ti”

Essa é a música que meu amigo Antônio Jorge compôs (colaborei em alguns versos...hehehe) em homenagem à maravilhosa praia que nos acolhe todo verão (só meus, já são 7) com sua beleza natural e seu povo hospitaleiro. Muitos momentos bons, muitas histórias pra contar sobre aquilo lá só poderia dar em música...Hehehe

Lembro da primeira vez que estive lá. Era o verão de 92 e eu estive lá com meus pais e meus dois irmãos. Na época, eu tinha 15 anos e, por um pouco de insistência minha e pedido dos meus pais (hehehe), meus irmãos me levaram pra sair junto com eles nas noites em que estivemos lá. Estavamos instalados num apartamento térreo na Praia de Baixo (éramos os primeiros a alugar o ap, tudo novo!!!) e saímos pra tomar umas caipiras no centrinho. Acabamos descobrindo que ia rolar um show de rock num bar na beira da Praia de Cima (no atual Bar do Passarinho).

Momento Flashback:
Cabe lembrar que meus irmãos foram fundamentais na minha infância / adolescência , ao me mostrarem muito rock bom: Mutantes, O Terço, Led Zeppelin, Rush, Pink Floyd, Deep Purple, Rolling Stones..A lista é longa pra caralho!!!
Lembro do meu aniversário de 9 anos, em que ganhei grana de um tio pra comprar um vinil (sim, eu sou do tempo do vinil...hehehe) e fui com meu irmão na loja. Eu, na época, escutava Rush pra caralho (Exit...Stage Left, pra ser mais exato) e queria um disco do Rush. Meu irmão me botando pilha pra comprar um Stones (Exile on Main St... Puta disco tb, mas não o que eu queria no momento), que eu ia gostar mais, etc... Baita malandro, ele queria aquele disco!!!...Hehehehe. No final, comprei o Hemispheres, do Rush. Escutava a todo o momento (claro, sempre quando eles não estavam ocupando o 3 em 1) e praticamente gastei o disco... Lembrar daqueles idos é bom pra caralho...Nostalgia pura!!!
Fim Momento Flashback

Qual foi nossa surpresa ao ver quem era a banda de rock que tocava no Passarinho? Como bons conhecedores do rock do sul, fui informado por meus irmãos sobre quem eram as pintas, apesar de eu já conhecer alguns (não lembro de todos, apenas dos que me chamaram a atenção na performance): Alemão Ronaldo (vocalista da Bandaliera), Marcinho Ramos ( R.I.P., virtuoso guitarrista da Bandaliera), um baixista e um baterista (sorry, não lembro quem eram) e mais a presença de “um narigudo com umas sobrancelhas muito grandes que tocava sax e harmônica” que nos pareceu conhecido... Logo em seguida, ao apresentar a banda, Alemão Ronaldo tirou a dúvida: George Israel, saxofonista do Kid Abelha.
Cara, que som!!! Parecia ilusão estarmos assistindo aquilo ali, na beira do mar, num lugar bem pouco provável... O repertório foi basicamente blues e rock e quando tocaram “Campo Minado” e “Nosso Lado Animal” (composições do grande Fughetti Luz), a galera cantou com vontade...
Aquela noite permanece muito viva na minha lembrança, principalmente a performance do Marcinho Ramos na guitarra... Seus riffs e solos não saíram da minha cabeça por uns dias... Anos mais tarde, fiquei de cara quando soube da prematura morte dele. O cara era muito bom, mesmo... Influência total de Hendrix e Stevie Ray Vaughan.
Ao longo dos anos, nas outras idas pra Pinheira, descobri através de conversa com os nativos, que aquela galera se reunia direto lá no verão, com as famílias e tal. Somente vi o Alemão Ronaldo uma vez na praia aproveitando...

Por fim, resta confessar um segredo, uma crendice, uma simpatia: sempre um dia antes de voltar de lá, costumo dar uma caminhada até a ponta das pedras, no canto direito da Praia de Cima...Lá, no lado onde se avista a imensidão do mar, existe uma pedra grande, em que costumo subir pra meditar um pouco sobre o que passou, o que virá, o que será, ao som das ondas quebrando nas pedras... Agradeço por poder ter estado mais uma vez em um lugar tão maravilhoso e abençoado e canto uma música, meio que mentalmente...A primeira que me vem a mente naquele momento... Neste ano não poderia ser diferente, comigo ao entardecer de um bonito sábado, cantarolando That’s the Way, do Led Zeppelin e sorrindo...

Não adianta... Sou um puta saudosista!!!

Otto - Fechando o post ao som de Tom Petty and The Heartbreakers - "Mary Jane's Last Dance"

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Pride and Joy

Fim de semana bem aproveitado...Mas pena que passa rápido (normal, não sei porque ainda me surpreendo com isso).
Começou na noite de sexta, com um excelente combo: jantar + papo + cerveja, na casa da Gianna. Ápós, samba rock e azaração no Nega Frida.
Sábado acordo tarde, com a chuva caindo... Pensei: "Putz, fudeu". Mas no final do dia o sol voltou a brilhar e eu me fui churrasquear na casa da Patch em Novo Hamburgo... Modéstia a parte, meu churrasco ficou gabarito... =D
Domingo de banda no Gasômetro com Estela, a Magrela...Saudade dessa menina!!! Me sento pra descansar um pouco na sombra e eis que de um Kadett branco estacionado no Parque da Harmonia, escuto "I Want to Break Free", do Queen e "Big in Japan", do Alphaville... Riso de canto, com a lembrança que essas eram certas nas noitadas de domingo no Bailão Estrela Gaúcha (BEG para os íntimos) em Pelotas. Depois um chimarrão em casa com a Gianna e uma ida até Ipanema... Petiscos e Brahma Extra no Bat-Bat e na volta, uma parada pra um samba no fim de tarde, na "Banda Da Saldanha". Muito massa, voltarei mais vezes...Hehehe
Uma pizza pra fechar com chave de ouro mais um domingo, mais um final de semana...

E que venha a semana!!!

Otto - Começando a semana de bom humor ao som de Jorge Ben - "Minha Teimosia, Uma Arma pra te Conquistar"

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

A Música & Eu

Já disse antes e repito: Se a vida é um filme, tem que ter trilha sonora...Música da melhor qualidade, sempre. E música é uma coisa assim que tem que bater, entende? Tu tem que sentir, pulsar no corpo...Te fazer bem, te fazer lembrar de coisas, te tocar... Não é todo mundo que tem ouvido pra escutar (tocar, nem se fala, é outro departamento que exige muito mais sensibilidade) música e sentir... Seja ritmo, melodia, letra... Tem que se ter sensibilidade pra tudo isso.Sério, to sempre escutando... Quando não, to cantarolando algo na cabeça e o pé começa a marcar o ritmo.

Isso tudo começou por conta do meu avô paterno, o já falecido Hugo. Ele morava no interior, na colônia de Canguçu, um município ao sul do estado. Lá sua familia tinha um armazém junto com um salão de baile. Hugo começou a tocar bandonion numa banda de baile... E aí, num belo dia, minha Elsa se apaixonou por aquele "músico bonito", nas palavras dela. Hugo tocava violão e violino também. Sempre foi autodidata e, com auxilio de métodos impressos, aprendeu teoria musical e começou a ler partituras. Eu e meus irmãos herdamos o gosto pela música e por tocar algum instrumento dele. O mais engraçado que meu pai nunca tocou nada, gosta somente de ouvir boa música. Mas sempre nos incentivou a escutar e a tocar.
Com o , meu irmão aprendeu o básico do violão e teoria musical e depois passou isso pra mim. O violão do , hoje é uma relíquia que está comigo, o caçula... Cada vez que olho e pego pra tocar alguma coisa naquela viola, lembro do ... Muitas vezes um arrepio me corre o corpo, e posso sentir que em algum lugar onde o esteja, ele gosta do que vê...De sou legado sendo passado adiante, da sua grande paixão seguir acessa.

Mas eu descobri minha inclinação na música um tempo depois, quando me apaixonei por bateria. Como sempre morei a vida toda em apartamentos, nunca tive oportunidade de ter uma bateria. Fiz algumas aulas com amigos bateristas, pois sempre tinha a esperança ( e ainda tenho) de um dia ter minha batera... De preferência uma Ludwig Vintage, tipo a do Bonzo do Led Zeppelin =D
Mas aí, por conta do meu amigo Antônio Jorge, descobri a percussão... Primeiro tocando djambé e bongô numa virada de ano na Praia da Pinheira, na Casa da Noite Engenho Novo, junto com meu irmão e amigos. Depois descobri o cajón, que foi, desculpem o clichê, "amor a primeira vista", tanto que adquiri um pra mim.

Nas férias de há poucos dias atrás, tocamos na Pinheira de novo, no mesmo Engenho Novo, só que agora na praia de baixo (mas com o o isopor com a linda pintura ainda ao lado do palco...hehehe). Demos canja com o Paulinho Mineiro e na noite seguinte, só nós... Antonio na viola, eu no cajón e mais a presença ilustre de um cara (ou melhor, um guri) que quem gosta de música ainda vai ouvir falar dele: Lucian e sua flauta transversa. O guri é bom demais e dá muito gosto ver e tocar com ele. Tá no caminho bom o cara, tem futuro... Ô, se tem!!!

Nossa, me empolguei e acabei escrevendo um livro... =D
Mas foi bom pra lembrar e contar de onde e porque, de alguma maneira, nasceu o "Come On In My Kitchen".

Um bom final de semana.. Fiquem em paz e cuidem-se...
Ah, também não esqueçam de escutar MUITA MÚSICA!!!! =P

Otto - Ao som de Easy Star All Stars - The Dub Side of the Moon